2.09.2010

A Paixonite e seus sintomas

A paixão é sintomática, não acham? Cheia de sinais, de dicas.

É tão fácil e óbvio saber quando estamos apaixonados, e mesmo assim, sem nenhuma justificativa plausível, vivemos a negar, terminantemente, o fato.

É curioso, mas basta perceber que nunca antes passamos tantas vezes por perto de onde ela mora; que nunca encontramos tanto pretexto pra falar no nome dela em qualquer conversinha boba; que passamos a andar por lugares nunca antes freqüentados, só pra correr o risco de esbarrar com ela; que gastamos horas na frente do computador conversando com ela no MSN e que chegamos a esgotar a paciência dos amigos ouvindo aquela música que é a “cara” dela. Traçamos planos. Arquitetamos formas de poder ter uma pista, ou qualquer coisa que a gente possa saber se ela sente o mesmo, se está na nossa.

É... A “paixonite” abobalha as pessoas, e ninguém está imune a isso. Nem adianta querer fugir... Por mais durão que você seja, acaba amolecendo por causa da paixão. E você entrega que está apaixonado pra todo mundo. Com a família e os amigos mais próximos, então... Batata! Só de te olhar, sabem que você está caidinho por alguém. Sua mãe, só pelo tom da tua voz vai dizer: “Hummm... Como é o nome dela?” Seu melhor amigo vai saber que você está apaixonado, só porque no dia daquele jogo de futebol que vocês haviam combinado de ver juntos, você preferiu ficar em casa “lendo um livro”. Mentira? Que nada!

Quando se está apaixonado, as coisas passam a ter a cara da paixão, e você, é transportado para outro plano mesmo estando de corpo presente em todos os lugares de sempre. Pensamentos ficam mais distantes, a voz fica mais mansa, o olhar fica mais tranqüilo e você dá muitos e muitos suspiros depois de ter tido muitos e muitos pensamentos.

E sabe de uma coisa muito engraçada que acontece também? Alguém vai te pegar, em algum momento, de olhos cerrados e fazendo careta, pra tentar lembrar um mínimo detalhe que te traga na mente o olhar e o sorriso dela. Seu chefe, talvez seja o único que não gostar desse seu “momento apaixonado”. Rrsrs... Sim, porque você vai passar horas na frente do computador, dos papéis e sua produtividade é impedida de atuar porque você tem “coisas mais importantes pra se preocupar”...

A paixão, como Einstein, desafia as leis da Física. Reparou que o tempo se arrasta quando você está longe, e voa, quando você está perto? Então, meu amigo! Deixa de besteira e trata de se assumir apaixonado, rapaz! No final você vai ver que vale a pena.

Além do quê, como diz o Leoni em uma de suas canções: “Nada protege de uma paixão. Nos seus braços, sempre me esqueço de tempo e espaço. E no fim, tudo é relativo, quando te fazer feliz, me faz feliz”.

Pra quê negar uma paixão? Ao contrário, viva-a, e permita que ela lhe tome conta. Afinal, temos tão pouco tempo pra perder nessa vida e apaixonar-se é uma das melhores coisas que se têm a fazer.

Palavra de quem está aproveitando a vida... E apaixonado, por que não? Só se sabe tentando...