11.11.2008

Sobre a diferença entre cair e descer...


"Morrer em nós mesmos é essencial se verdadeiramente ansiamos com todas as forças da alma harmonizar as duas naturezas: Divina e Humana em cada um de nós." Samael Aun Weor

Eu tenho me questionando bastante sobre uma palavrinha, cujo emprego é muito apreciado por muitos (e, por favor, não negue, por você também...) em diversos aspectos e diferentes circunstâncias: a perfeição.

Tornou-se uma busca doentia, uma verdadeira obsessão, essa coisa de querer que tudo seja simplesmente perfeito. A gente quer o emprego perfeito, o relacionamento perfeito, o corpo perfeito, o cabelo perfeito, o carro perfeito, a casa perfeita, o (a) namorado (a) perfeito (o), os amigos perfeitos, enfim, uma vida PER-FEI-TA.

Nada contra. Eu também sou assim. Quem não é? O que acho errado é viver exclusivamente em função disso e esquecer que o maior barato de aproveitar a chance de estar neste planeta, é poder, exatamente, lidar com as imperfeições; dos outros, mas principalmente, com as nossas próprias imperfeições (coisa que teimamos em negar, ou fingimos que não existe, pra ficar mais fácil).

Onde quero chegar? Simplesmente no fato de que esse desejo de perfeição é muito injusto. Queremos que tudo seja perfeito, mas, e nós? Nós somos perfeitos (ou tentamos ser, pelo menos) para os outros?

Quer que eu prove? Então tá...

Para o dicionário, perfeição é o conjunto de todas as qualidades; a ausência de quaisquer defeitos; O máximo de excelência que alguém ou alguma coisa pode chegar; primor, correção; O maior grau de bondade ou virtude a que pode alguém chegar, pureza; O mais alto grau de beleza a que pode chegar alguém ou algo.

Perguntinha básica:

Vendo pelo lado do dicionário, você se considera perfeito?

Ah, não?

Então como quer que tudo e todos sejam?

Fiz esse post, pra que a gente sempre se lembre que errar, faz parte da nossa natureza. Sofrer uma queda, é uma forma de se fortalecer e aprender com os erros, não importam quais sejam. Não é justo apontar o dedo e julgar, blasfemar, fazer pouco caso da vida, ficar insatisfeito. Todos erramos. Não somos perfeitos. Todos caímos.

Descubra que a vida se faz disso, e tudo fica mais fácil. Ganhamos serenidade quando somos capazes de compreender que nem tudo é como queremos. A perfeição deve ser uma meta, mas nunca uma paixão, ou uma condição. Cair, errar, faz parte do jogo, mas não é o jogo em si. Somos seres efêmeros demais para exigir aquilo que nem nós mesmos somos capazes de oferecer.

Mas cuidado, porque cair é bem diferente de descer. Cair é imprevisto, é ocasião. Descer é livre-arbítrio, é estado. Nem todos os anjos são maus porque caíram, mas todos os que desceram, o são. Pense nisso.