6.22.2009

Independência ou Inconsequência?

Antes de começar, quero dizer do lugar mais profundo do meu coração que adoro as mulheres e sou fã incondicional de vocês. Minhas palavras aqui terão uma conotação 100% generalista, o que me exime completamente de estar falando pessoalmente para A, B ou C. Quero apenas fazer uma exposição de fatos e não uma “caça às bruxas”. Agora, se a carapuça servir, paciência. (Risos)

Vamos tentar explicar alguns motivos do porquê de tantas mulheres reclamando por não conseguirem encontrar aquele “alguém” pra manter um relacionamento mais duradouro.

Sem me alongar muito na parte histórica, importa apenas saber, queridas, que tudo começou com mais presença na década de 60 com a onda do movimento pró-liberdade que tomou conta do planeta. Lembram? A luta pela liberdade, a emancipação e a independência feminina.

Um conflito claro hoje em dia, é que as mulheres desejam essa independência, lutam por ela, mas quando pensam em relacionamentos ou estão competindo ou ainda sonham com o homem ideal. Mentira? Verdade. Muita verdade. E vale pra ambos os sexos. Sacanagem é sacanagem, vale qualquer um. Mas coisa séria é coisa séria, daí tem que saber escolher.

Tem mais, eu acho que as mulheres, por conta dessa constante luta por igualdade e independência, estão perdendo a identidade característica do gênero feminino e cada vez mais adotando perfis de conduta que são tipicamente masculinos.

Tudo que eu tenho lido e visto por aí, aponta pra isso. As mulheres estão muito mentais, muito fortes, e menos sensíveis e femininas. Fazendo coisas que uma “mulher de antigamente” jamais faria. Caçando em bando; perdendo a noção por completo; tomando todas; e ficando cada semana com um diferente; Isso é ou não é “coisa de homem”? Vejam, eu sou contra rótulos. Não quero começar aqui uma Guerra dos Sexos, ou levantar a bandeira do machismo ou do feminismo. Só to dizendo que tá tudo diferente. Agora, se é bom, ou ruim, é problema de cada um. Eu adoro ver as mulheres cada dia mais conquistando seu espaço, sua importância na sociedade e realizando coisas antes jamais imaginadas. O problema, como em tudo na vida, é o exagero.

Sabe aquele partido político que nunca esteve no poder e que quando assume, começa a fazer merda? É mais ou menos isso. Parece que a liberdade conquistada pelas mulheres está transformando de forma radical e assustadora os comportamentos de ambos os sexos. Sim, isso mesmo. De ambos. Porque agora, sabendo que as mulheres agem assim, desenfreadas e topando geral, me diz qual a razão pra um homem levar qualquer mulher a sério? Lembre-se que, como homem, posso afirmar categoricamente: se for pra comer, qualquer uma, mas se for pra namorar, tem que ser “a tal”. Isso não mudou entre nós homens. Então mulher, antes de ficar degustando de tudo por aí, comece a pensar em ser mais seletiva, se quiser encontrar alguém legal e que te respeite.

Uma mulher independente jamais será um problema para um homem inteligente (coisa cada vez mais rara, diga-se de passagem...). Mas a questão é que vocês mesmas estão preferindo um outro perfil de homem: “o sarado-burrão-descartável-filho-de-papai”. E ainda reclama que o bonitão só quer uma noite gostosa de sexo e nada mais. Queria o quê? Que ele fosse o pai dos teus filhos? Fala sério!

Não adianta, o “homem da sua vida” não está na boate te chamando de “gata”. Por favor meninas, parem de olhar só “abdômen de tanquinho”, o “bíceps malhado” e deêm mais atenção àquele moço que curte de coisas simples, que talvez use óculos e que adora de ir pro cinema. Ele pode estar agora mesmo aí do seu lado e não nas festas. Para de idealizar o homem perfeito. Se quiser casar com um, só indo pro convento.

Pensam que acabou? Não.

Rapazes, a “mulher da sua vida” não é aquela gostosa que você ta pegando na porta do banheiro da balada. Parem de olhar apenas pra bundas e peitos e reparem mais naquela pessoa que sempre está presente nos momentos da sua vida. Que te dá carinho e atenção gratuitamente e que provavelmente trabalha com você, mora na casa ao lado ou você conhece desde a infância.

Tá bom, né? Vou colocar meus óculos e ir pegar um cineminha agora. Beijos.

4.22.2009

Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar...



Calma, calma! Não é o fim do mundo. Nunca foi e nunca vai ser.
Chega sempre uma horinha que de tanto ver e passar por certas situações, como diria o Floco (amigo meu), fica "di boua" encarar aquelas em que as coisas não tomam o rumo que você queria. E eu não poderia cair contradição.

A coisa que mais prezo no mundo é a liberdade. A minha e a do outro. Por isso, a lição se repete. Precisamos enfiar na cabeça de uma vez por todas que assim como nós, as pessoas também estão buscando as suas coisas, seus momentos, sua vida. E isso, nem sempre vai significar que ela quer ficar com você. Forçar a barra, é ainda pior, porque você desconstrói toda uma imagem sua que ela criou (e quem garante que você um dia não vai precisar disso?).

Viver é imprevisível. Guardei pra sempre o seguinte pensamento: "Quando a gente pensa que tem todas as resposas, a vida vem e muda todas as perguntas." Acredito mesmo nisso. Cada dia, é cada dia. Não dá pra garantir que tudo tem um plano infalível. Ou que as coisas "nunca" vão acontecer. Nunca, é uma das palavras mais "burras" que o homem já criou. Porque é apenas um lapso de tempo. Pode não ser o tempo que a gente quer, mas é apenas tempo. E nesse intervalo, quem sabe o que pode acontecer?

Hoje, termino com um trecho de uma das músicas que, na minha singela opinião, melhor refletem essa bandeira da liberdade. Algo que não conhecemos na sua essência, mas que buscamos eternamente.

"Vai dizer que o tempo
Não parou naquele momento
Eu espero por você
O tempo que for
Pra ficarmos juntos
Mais uma vez"
(Jota Quest - Mais uma vez)

Enquanto isso, e mesmo que não aconteça... deixa a vida me levar... vida leva eu!

4.16.2009

Numa esquina ou numa mesa de bar...



Tem dia que a gente acorda e acha que é só mais um dia. Um dia normal, com todos os ingredientes pra ser apenas mais um como outro qualquer. Você ouve o despertador tocando beeeem longeeeee e sem ao menos abrir os olhos é capaz de adiar o alarme pra dormir “só mais 5 minutinhos”. Acorda 20 minutos depois com a cara inchada e muito atrasado. Levanta tateando a parede do quarto em busca da porta do banheiro. Senta no vaso por mais 2 minutos apoiando os cotovelos no joelho e daí boceja. Entra no box e aí sim, começa a acordar com uma ducha quente bem na lata. A TV tá ligada enquanto você se arruma (no meu caso na Ana Maria Braga), mas é só pra fazer barulho mesmo. Dá uma borrifada de perfume, pega as chaves de casa e do carro e se manda pro trabalho.

No caminho, não sei vocês, mas eu vou ligado na Transamérica, ouvindo o 2 em 1 pra rir um pouco antes de pegar no trampo. O problema é que uma sensação estranha tá no ar desde cedo. Não dá pra saber o que é, nem se é bom ou ruim, apenas que está lá. O trabalho segue como sempre, e você se esforça ao máximo pra fazer tudo certinho, mas alguma coisa insiste em ficar martelando na cabeça. Aí, num momento de relativo relaxamento mental no meio de toda a correria, de bobeira, um pensamento vem à mente. Você não sabe de onde, nem porque, mas uma pessoa, um nome, um rosto vem na sua cabeça. Como se alguma força estranha (me perdoe Roberto Carlos pelo uso indevido das palavras) te impelisse a pensar isso, a lembrar de alguém.

Aí é que a gente não entende mais nada. Você tá na frente do computador e digita: www.orkut.com.br, daí tcham! Todas as respostas que você queria, estão ali na sua frente. Aquela pessoa que você, de forma despretensiosa, havia mandado um scrap, respondeu! E num foi uma resposta qualquer. Ela simplesmente aceitou o seu convite pra sair e tomar um chopp. Olha que coisa! O universo conspira sim. E a favor!

A prova, você tem mais tarde. Ela liga e combina tudo com você. Então você vai buscá-la em casa. Ela vem linda, perfeita. Um perfume delicioso. A conversa flui durante todo o caminho e durante o resto da noite. Vários assuntos. Muitas coisas em comum. Inacreditável. Risos. Histórias. Planos. Atenção a detalhes. A lua brinda a noite e dá o ar da graça. Friozinho bom. “Como a gente não se conheceu antes?”, se perguntam silenciosamente.

O que vem depois? Quem sabe? E também, o que isso importa? Tem uma frase de uma música intitulada “Eso”, do Alejandro Sanz que eu gosto muito de lembrar, e diz assim: “pero es que hay gente que no consigues olvidar jamás no importa el tiempo que eso dure”. E de fato, tem gente que entra na nossa vida de forma tão inusitada, inesperada e acaba nos proporcionando momentos tão significativos, que não importa o tempo que isto dure, vamos sempre nos lembrar. E é assim que funciona. Deixar a vida mostrar como as coisas devem ser. E ir adiante. Capturar em detalhes e ao máximo, cada momento. Numa esquina, ou numa mesa de bar.

4.07.2009

Sobre Ressacas e Promessas que Nunca Serão Cumpridas



Não quero ser repetitivo, mas a vida emocional de qualquer pessoa, é sempre cheia de fases, não é? Vou fazer uma comparação puramente didática, mas que tenho certeza vai servir como carapuça pra muita gente.
Os amigos mais próximos que sempre servem de inspiração pras bobagens que eu escrevo aqui que me perdoem, mas respondam rápido e sem pensar:

Quem nunca jurou parar de beber depois de uma noitada de álcool e um dia seguinte de ressaca, regado a Neosaldina e coca-cola?
Pois é. Todo mundo que se preza, (e que eu conheço) já tomou um porre e jurou que nunca mais ia beber. O problema é que a promessa em questão é esquecida, diga-se de passagem, na maior cara de pau, logo no final de semana seguinte. É assim mesmo que funciona. Eu mesmo já fiz isso... E não foi uma, mas várias vezes. Hehehe!

O mais incrível dessa história, é que a mesmíssima coisa acontece depois que a gente sai de um relacionamento. E meninas, nem adianta torcer o nariz, vocês são campeãs nisso! E os amigos homens, mesmo que em menor freqüência também não estão livres de passar por isso...
Aí a gente escuta:

- “Eu juro que nunca mais volto com o(a) desgraçado(a)!”
- “Agora eu só quero saber mesmo é de curtir!”
- “Se eu voltar a namorar alguém, nunca mais vou fazer isso ou aquilo...”
- “Dessa vez eu juro... Vou gostar mais de mim... Me dar valor...”

E por aí vai!

É tanta promessa, que o Santo ia precisar de uma assessoria pra poder dar conta. Se existisse Procon pro Santo então, aí é que a gente tava fudido. Devendo até as cuecas e calcinhas.

Particularmente, eu sempre fui a favor de guardar, nem que seja um curto período de “viuvez” pós-relacionamento. Uma semaninha ou duas, sabe? Só um tempinho pra poder colocar a cabeça em ordem, e pensar em coisas importantes, como você mesmo, por exemplo. Esse período é importante, até pra não parecer que a coisa chegou no nível do desespero. Não precisa sair chamando urubu de “meu-louro”. Aprenda a ficar um pouco sozinho. Se toca, e deixa de frescura! Ninguém morre nesse período. Lembra daqueles amigos que você esqueceu quando tava “enrolado(a)”? Pois é. Eles ainda vão estar no mesmo lugar e até vão ser capazes até de te perdoar, por tê-los deixado de lado.

Aproveite o que eu convencionei chamar de “entre-safra”, e faça o que o Marketing chama de análise de SWOT. O nome é importado, e lembra alguma coisa feita pra gente comer com bastante catchup (como diriam o Chrystian e o Chambinho. Dois grandes amigos meus.), mas na verdade esse “troço” é bem fácil de entender e pode ser bastante útil pra você.

SWOT é a sigla pra Strength, weakness, opportunity, threats. No bom português: forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Viu como é fácil? Você só precisa se colocar no meio desse processo e de forma sincera, escrever num papel quais são suas reais forças; tudo aquilo que você vê como suas fraquezas; quais as oportunidades que você tem pela frente e de que forma você pode ser ameaçado(a). Projete um objetivo concreto para alcançar e “voilá”: você está pronto(a)!

Fazendo isso, a gente minimiza muito o risco de fazer juras que sabe não vai cumprir, e das quais podemos nos arrepender amargamente. Tudo isso porque deixa de lado um pouco a emoção e pensa de forma um pouco mais racional.

Pra quem ainda não entendeu, você não corre o risco de voltar com o(a) safado(a) do(a) seu(ua) namorado(a), e nem pegar o(a) primeiro(a) cachorro(a) sem-vergonha que aparecer pela frente, se valendo da desculpa de que “está carente”. Pelo amor de Deus! Pegue alguém, porque quer pegar! Volte porque pensou e concluiu que é isso que realmente quer! Não venha com papinho furado pra se enganar e muito menos tentar enganar o coitado do Santo. Afinal, você nunca sabe quando pode precisar dele “dos vera”. Fica a dica.

3.09.2009

O sabor da liberdade



Hoje o papo é um pouco mais sério do que de costume.
Tudo isso, porque eu fico doente de ver como as pessoas (no geral, claro...) são extremamente inseguras e acomodadas quando se trata de tomar atitudes que vão mudar pra melhor as suas próprias vidas.

O que mais me deixa puto é o papinho com requintes de melodrama mexicano classe B, tipo:

- “Ai... eu num sei mais o que eu faço!”
(Sabe sim! Só num tem “colhão” pra fazer!)

Ou então:
- “Num sei por que essas coisas acontecem comigo...”
(Porque você deixa! Respondido?)

Meu Deus! Será que é tão conveniente se acomodar com os nossos medos ou inseguranças? É tão mais fácil simplesmente aceitar as coisas como são e fazer de conta que está tudo bem, quando na verdade não está? E é ainda mais “piece of cake”, como dizem os americanos, se contentar com todo e qualquer tipo de situação, pura e simplesmente pra não precisar mexer um músculo sequer numa nova direção?
Se as respostas pra todas essas perguntas forem sim, a coisa tá feia! É hora de agir. E rápido!

Tenho visto com muita atenção e preocupação, pessoas muito próximas a mim, gente de quem eu gosto muito, e a quem dou um valor tão grande, abrirem mão de sua paz de espírito apenas por medo de dar um passo à frente, ou, na maioria dos casos vezes, voltar um passo atrás e desfazer uma determinada situação.

Sabe, a gente é capaz de se mexer na vida por muitas coisas. Emprego, bom salário, carro do ano, casa, amizades, amores, status, viagens, mas não é capaz de se empenhar com a mesma dedicação em lutar pelo que é mais importante e sem o qual, nada, absolutamente, nada mais tem sentido: nós mesmos.

Cada dia que passa, eu chego à conclusão de que só existem duas coisas para gente realmente se preocupar:

1-Buscar sempre a nossa felicidade sem deixarmos de ser verdadeiros conosco e com os outros

2-Compreender e aceitar sempre a busca do outro pela sua própria felicidade.

Parece um pensamento antagônico, já que o primeiro tende ao egoísmo e o segundo ao altruísmo. Mas a vida se completa assim mesmo, mas contradições, na dialética, no eu e no outro.

Mas a lógica é mais simples do que parece. Pensar primeiro em você, de forma a te fazer dar tanto valor à liberdade, que você será capaz de dar liberdade e respeitar da mesma forma a busca pela liberdade de todos os demais.

Isso liberta. Faz a gente ser capaz de agir e ao mesmo tempo aceitar. Em outras palavras, ninguém precisa ter receio de dizer o que precisa ser dito, fazer o que precisa ser feito, entender o que precisa ser entendido, porque o inverso vai funcionar da mesma forma, com você também.

Então, queridos. Falem que amam, ou que não amam mais. Falem que desejam, ou não desejam mais. Dêem a si mesmos e aos outros a chance de ser felizes. Porque a felicidade não existe sem a verdade. Sem a verdade, toda e qualquer felicidade é efêmera, passageira, ilusória.

Pra terminar, música que complementa o papo e faz a gente pensar um pouco:

Things will go my way (The Calling)

I came to tell you how it all began
(Eu vim para te falar como tudo isso começou)
nothing seems to work out right, i'm broken down again
(nada parece funcionar direio e eu estou pra baixo de novo)
so hold me now and say it's not forever
(então me abrace e diga que não é para sempre)
'cos maybe someday in time
(porque, talvez, algum dia no tempo)
things will go my way
(as coisas serão do meu jeito)

i've pushed to get through the crowds of twisted souls
(eu lutei para atravessar as multidões de almas perdidas)
well just to find i'm right back here
(apenas para descobrir que eu estou de volta aqui)
doing what i'm told
(fazendo o que me mandam fazer)

so take my hand
(então segure minha mão)
don't let me surrender
(não deixe eu me render)
'cos maybe someday
(porque, talvez, algum dia no tempo)
things will go my way
(as coisas serão do meu jeito)

from all the lies i've tasted
(de todas as mentiras que experimentei)
just looking for the truth
(apenas procurando pela verdade)
to all the dreams i'm chasing
(de todos os sonhos que eu busco)
what am I to do?
(o que eu devo fazer?)
when everything's against me
(quando tudo está contra mim)
the answers are all wrong
(quando as respostas estão todas erradas)
hoping that I find out it was worth it all along
(esperando que eu descubra que valeu tudo a pena)

so take my hand
(então segure minha mão)
don't let me surrender
(não deixe eu me render)
'cos maybe someday
(porque, talvez, algum dia no tempo)
things will go my way
(as coisas serão do meu jeito)

12.10.2008

O que gastronomia tem a ver com relacionamento?


Outro dia eu tava em casa, sozinho, naquele sabadão, dando uma de “dono-de-casa”. (Sabe? Aqueles dias que a gente liga o som bem alto e coloca aquelas músicas inspiradoras pra mandar ver na faxina?) Depois de varrer a tudo e passar pano, recolher o lixo e lavar a roupa suja, fui tomar uma senhora “chuveirada” e me preparar para fazer aquele almoço merecido.

Foi então, que, entre um gole e outro de um bom vinho argentino (comprado, acredite, por apenas R$ 13,00 no supermercado), enquanto procurava na geladeira e no armário os ingredientes pro rango, que comecei a ter um daqueles momentos de iluminação que a pessoa tem vez ou outra na vida...

Parei pra pensar e me dei conta de uma parada muito louca: cozinhar tem tudo a ver com namorar, ficar, casar, se enrolar, enfim, com as questões de relacionamento que todos nós vivemos ao longo da nossa vida. Vamos ver se eu consigo deixar as coisas melhor explicadas...

Primeiramente, é preciso definir o que você quer... Vai ser apenas um lanche rápido, ou uma obra de arte da gastronomia? Sim, porque essa escolha vai determinar tanto o seu grau de envolvimento com a cozinha quanto o seu empenho em fazer com que tudo dê certo.

Então, qual é a sua? Tá numa de só ficar, curtir, beijar ou tá procurando algo mais duradouro?

O lanchinho requer, nada mais, nada menos, que um pouco de boa vontade e criatividade de sua parte. É dar uma olhada na despensa e na geladeira. Vale queijo, presunto, salsicha, salame, conserva, alface, ovo frito, o bife, a carne assada ou o “boi ralado” que sobrou de ontem, peito de frango, resto de cebola e tomate, tomate seco, sei lá... Seja inventivo e descubra que, pra matar a fome, basta abrir a boca. (perdoem a duplicidade de sentido, que, a essa altura é inevitável!). Não esqueça dos sempre bem-vindos catchup e maionese e se gostar, pimenta.

No entanto, se você já está numa relação estável, com um período de duração um pouco mais extenso (quando os lanchinhos já não devem mais coexistir com você...), talvez seja importante aprender com a gastronomia algumas dicas interessantes para aplicar no seu dia-a-dia. Então pensemos num jantar à dois.

Assim como numa relação, preparar um jantar à dois, também requer conhecimento, sensibilidade, paciência, experiência, senso apurado, criatividade, dentre outras “cositas más” que, infelizmente, vamos deixando de lado com o passar do tempo e conforme a gente vai “se acostumando” com a outra pessoa.

Cozinhar deve ser, antes de tudo, uma atividade prazerosa. Você precisa gostar daquilo que vai fazer, se deixar envolver e curtir cada momento. (Como, aliás, deveria ser também quando você está com alguém especial, alguém de quem você gosta de verdade.)

Escolha o que vai fazer e selecione com carinho todos os ingredientes. Deixe suas mãos sentirem o que você está fazendo. O corte da carne e dos vegetais, com firmeza e ao mesmo tempo delicadeza. Permita-se sentir o cheiro de cada tempero. Descubra como cada um deles acrescenta e modifica aos poucos a cor, o aroma, a consistência, o visual. Saiba o momento certo de intervir. De acrescentar água, sal, azeite, de baixar o fogo e regular a temperatura. Aprenda a misturar, a mexer na panela. Idealize a apresentação final. A mesa arrumada. O vinho. As taças. Os talheres. Depois, o melhor. O prazer de ver quem você convidou, fechando os olhos com a primeira garfada e adorando tudo que você fez.

Amigos, um relacionamento a dois não tem que ser assim? Não é o que a gente sempre deseja?

Não se trata de uma receita, mas uma experimentação diária, na qual você deve fazer o máximo para dar e receber, sentir e ser sentido, amar e ser amado. Precisa ser vivenciado com dedicação, com esmero. Você precisa se permitir essas coisas. Experimente! Comece a treinar na cozinha. Mais tarde você acaba levando seus conhecimentos culinários pro seu relacionamento. Que tal?

Ahhh, ia esquecendo...

Não se esqueça de usar pimenta de vez em quando. No prato ou na relação, sempre rola deixar as coisas quentes e apimentadas de vez em quando. Heheh.

11.11.2008

Sobre a diferença entre cair e descer...


"Morrer em nós mesmos é essencial se verdadeiramente ansiamos com todas as forças da alma harmonizar as duas naturezas: Divina e Humana em cada um de nós." Samael Aun Weor

Eu tenho me questionando bastante sobre uma palavrinha, cujo emprego é muito apreciado por muitos (e, por favor, não negue, por você também...) em diversos aspectos e diferentes circunstâncias: a perfeição.

Tornou-se uma busca doentia, uma verdadeira obsessão, essa coisa de querer que tudo seja simplesmente perfeito. A gente quer o emprego perfeito, o relacionamento perfeito, o corpo perfeito, o cabelo perfeito, o carro perfeito, a casa perfeita, o (a) namorado (a) perfeito (o), os amigos perfeitos, enfim, uma vida PER-FEI-TA.

Nada contra. Eu também sou assim. Quem não é? O que acho errado é viver exclusivamente em função disso e esquecer que o maior barato de aproveitar a chance de estar neste planeta, é poder, exatamente, lidar com as imperfeições; dos outros, mas principalmente, com as nossas próprias imperfeições (coisa que teimamos em negar, ou fingimos que não existe, pra ficar mais fácil).

Onde quero chegar? Simplesmente no fato de que esse desejo de perfeição é muito injusto. Queremos que tudo seja perfeito, mas, e nós? Nós somos perfeitos (ou tentamos ser, pelo menos) para os outros?

Quer que eu prove? Então tá...

Para o dicionário, perfeição é o conjunto de todas as qualidades; a ausência de quaisquer defeitos; O máximo de excelência que alguém ou alguma coisa pode chegar; primor, correção; O maior grau de bondade ou virtude a que pode alguém chegar, pureza; O mais alto grau de beleza a que pode chegar alguém ou algo.

Perguntinha básica:

Vendo pelo lado do dicionário, você se considera perfeito?

Ah, não?

Então como quer que tudo e todos sejam?

Fiz esse post, pra que a gente sempre se lembre que errar, faz parte da nossa natureza. Sofrer uma queda, é uma forma de se fortalecer e aprender com os erros, não importam quais sejam. Não é justo apontar o dedo e julgar, blasfemar, fazer pouco caso da vida, ficar insatisfeito. Todos erramos. Não somos perfeitos. Todos caímos.

Descubra que a vida se faz disso, e tudo fica mais fácil. Ganhamos serenidade quando somos capazes de compreender que nem tudo é como queremos. A perfeição deve ser uma meta, mas nunca uma paixão, ou uma condição. Cair, errar, faz parte do jogo, mas não é o jogo em si. Somos seres efêmeros demais para exigir aquilo que nem nós mesmos somos capazes de oferecer.

Mas cuidado, porque cair é bem diferente de descer. Cair é imprevisto, é ocasião. Descer é livre-arbítrio, é estado. Nem todos os anjos são maus porque caíram, mas todos os que desceram, o são. Pense nisso.