6.22.2009

Independência ou Inconsequência?

Antes de começar, quero dizer do lugar mais profundo do meu coração que adoro as mulheres e sou fã incondicional de vocês. Minhas palavras aqui terão uma conotação 100% generalista, o que me exime completamente de estar falando pessoalmente para A, B ou C. Quero apenas fazer uma exposição de fatos e não uma “caça às bruxas”. Agora, se a carapuça servir, paciência. (Risos)

Vamos tentar explicar alguns motivos do porquê de tantas mulheres reclamando por não conseguirem encontrar aquele “alguém” pra manter um relacionamento mais duradouro.

Sem me alongar muito na parte histórica, importa apenas saber, queridas, que tudo começou com mais presença na década de 60 com a onda do movimento pró-liberdade que tomou conta do planeta. Lembram? A luta pela liberdade, a emancipação e a independência feminina.

Um conflito claro hoje em dia, é que as mulheres desejam essa independência, lutam por ela, mas quando pensam em relacionamentos ou estão competindo ou ainda sonham com o homem ideal. Mentira? Verdade. Muita verdade. E vale pra ambos os sexos. Sacanagem é sacanagem, vale qualquer um. Mas coisa séria é coisa séria, daí tem que saber escolher.

Tem mais, eu acho que as mulheres, por conta dessa constante luta por igualdade e independência, estão perdendo a identidade característica do gênero feminino e cada vez mais adotando perfis de conduta que são tipicamente masculinos.

Tudo que eu tenho lido e visto por aí, aponta pra isso. As mulheres estão muito mentais, muito fortes, e menos sensíveis e femininas. Fazendo coisas que uma “mulher de antigamente” jamais faria. Caçando em bando; perdendo a noção por completo; tomando todas; e ficando cada semana com um diferente; Isso é ou não é “coisa de homem”? Vejam, eu sou contra rótulos. Não quero começar aqui uma Guerra dos Sexos, ou levantar a bandeira do machismo ou do feminismo. Só to dizendo que tá tudo diferente. Agora, se é bom, ou ruim, é problema de cada um. Eu adoro ver as mulheres cada dia mais conquistando seu espaço, sua importância na sociedade e realizando coisas antes jamais imaginadas. O problema, como em tudo na vida, é o exagero.

Sabe aquele partido político que nunca esteve no poder e que quando assume, começa a fazer merda? É mais ou menos isso. Parece que a liberdade conquistada pelas mulheres está transformando de forma radical e assustadora os comportamentos de ambos os sexos. Sim, isso mesmo. De ambos. Porque agora, sabendo que as mulheres agem assim, desenfreadas e topando geral, me diz qual a razão pra um homem levar qualquer mulher a sério? Lembre-se que, como homem, posso afirmar categoricamente: se for pra comer, qualquer uma, mas se for pra namorar, tem que ser “a tal”. Isso não mudou entre nós homens. Então mulher, antes de ficar degustando de tudo por aí, comece a pensar em ser mais seletiva, se quiser encontrar alguém legal e que te respeite.

Uma mulher independente jamais será um problema para um homem inteligente (coisa cada vez mais rara, diga-se de passagem...). Mas a questão é que vocês mesmas estão preferindo um outro perfil de homem: “o sarado-burrão-descartável-filho-de-papai”. E ainda reclama que o bonitão só quer uma noite gostosa de sexo e nada mais. Queria o quê? Que ele fosse o pai dos teus filhos? Fala sério!

Não adianta, o “homem da sua vida” não está na boate te chamando de “gata”. Por favor meninas, parem de olhar só “abdômen de tanquinho”, o “bíceps malhado” e deêm mais atenção àquele moço que curte de coisas simples, que talvez use óculos e que adora de ir pro cinema. Ele pode estar agora mesmo aí do seu lado e não nas festas. Para de idealizar o homem perfeito. Se quiser casar com um, só indo pro convento.

Pensam que acabou? Não.

Rapazes, a “mulher da sua vida” não é aquela gostosa que você ta pegando na porta do banheiro da balada. Parem de olhar apenas pra bundas e peitos e reparem mais naquela pessoa que sempre está presente nos momentos da sua vida. Que te dá carinho e atenção gratuitamente e que provavelmente trabalha com você, mora na casa ao lado ou você conhece desde a infância.

Tá bom, né? Vou colocar meus óculos e ir pegar um cineminha agora. Beijos.