4.22.2009

Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar...



Calma, calma! Não é o fim do mundo. Nunca foi e nunca vai ser.
Chega sempre uma horinha que de tanto ver e passar por certas situações, como diria o Floco (amigo meu), fica "di boua" encarar aquelas em que as coisas não tomam o rumo que você queria. E eu não poderia cair contradição.

A coisa que mais prezo no mundo é a liberdade. A minha e a do outro. Por isso, a lição se repete. Precisamos enfiar na cabeça de uma vez por todas que assim como nós, as pessoas também estão buscando as suas coisas, seus momentos, sua vida. E isso, nem sempre vai significar que ela quer ficar com você. Forçar a barra, é ainda pior, porque você desconstrói toda uma imagem sua que ela criou (e quem garante que você um dia não vai precisar disso?).

Viver é imprevisível. Guardei pra sempre o seguinte pensamento: "Quando a gente pensa que tem todas as resposas, a vida vem e muda todas as perguntas." Acredito mesmo nisso. Cada dia, é cada dia. Não dá pra garantir que tudo tem um plano infalível. Ou que as coisas "nunca" vão acontecer. Nunca, é uma das palavras mais "burras" que o homem já criou. Porque é apenas um lapso de tempo. Pode não ser o tempo que a gente quer, mas é apenas tempo. E nesse intervalo, quem sabe o que pode acontecer?

Hoje, termino com um trecho de uma das músicas que, na minha singela opinião, melhor refletem essa bandeira da liberdade. Algo que não conhecemos na sua essência, mas que buscamos eternamente.

"Vai dizer que o tempo
Não parou naquele momento
Eu espero por você
O tempo que for
Pra ficarmos juntos
Mais uma vez"
(Jota Quest - Mais uma vez)

Enquanto isso, e mesmo que não aconteça... deixa a vida me levar... vida leva eu!

4.16.2009

Numa esquina ou numa mesa de bar...



Tem dia que a gente acorda e acha que é só mais um dia. Um dia normal, com todos os ingredientes pra ser apenas mais um como outro qualquer. Você ouve o despertador tocando beeeem longeeeee e sem ao menos abrir os olhos é capaz de adiar o alarme pra dormir “só mais 5 minutinhos”. Acorda 20 minutos depois com a cara inchada e muito atrasado. Levanta tateando a parede do quarto em busca da porta do banheiro. Senta no vaso por mais 2 minutos apoiando os cotovelos no joelho e daí boceja. Entra no box e aí sim, começa a acordar com uma ducha quente bem na lata. A TV tá ligada enquanto você se arruma (no meu caso na Ana Maria Braga), mas é só pra fazer barulho mesmo. Dá uma borrifada de perfume, pega as chaves de casa e do carro e se manda pro trabalho.

No caminho, não sei vocês, mas eu vou ligado na Transamérica, ouvindo o 2 em 1 pra rir um pouco antes de pegar no trampo. O problema é que uma sensação estranha tá no ar desde cedo. Não dá pra saber o que é, nem se é bom ou ruim, apenas que está lá. O trabalho segue como sempre, e você se esforça ao máximo pra fazer tudo certinho, mas alguma coisa insiste em ficar martelando na cabeça. Aí, num momento de relativo relaxamento mental no meio de toda a correria, de bobeira, um pensamento vem à mente. Você não sabe de onde, nem porque, mas uma pessoa, um nome, um rosto vem na sua cabeça. Como se alguma força estranha (me perdoe Roberto Carlos pelo uso indevido das palavras) te impelisse a pensar isso, a lembrar de alguém.

Aí é que a gente não entende mais nada. Você tá na frente do computador e digita: www.orkut.com.br, daí tcham! Todas as respostas que você queria, estão ali na sua frente. Aquela pessoa que você, de forma despretensiosa, havia mandado um scrap, respondeu! E num foi uma resposta qualquer. Ela simplesmente aceitou o seu convite pra sair e tomar um chopp. Olha que coisa! O universo conspira sim. E a favor!

A prova, você tem mais tarde. Ela liga e combina tudo com você. Então você vai buscá-la em casa. Ela vem linda, perfeita. Um perfume delicioso. A conversa flui durante todo o caminho e durante o resto da noite. Vários assuntos. Muitas coisas em comum. Inacreditável. Risos. Histórias. Planos. Atenção a detalhes. A lua brinda a noite e dá o ar da graça. Friozinho bom. “Como a gente não se conheceu antes?”, se perguntam silenciosamente.

O que vem depois? Quem sabe? E também, o que isso importa? Tem uma frase de uma música intitulada “Eso”, do Alejandro Sanz que eu gosto muito de lembrar, e diz assim: “pero es que hay gente que no consigues olvidar jamás no importa el tiempo que eso dure”. E de fato, tem gente que entra na nossa vida de forma tão inusitada, inesperada e acaba nos proporcionando momentos tão significativos, que não importa o tempo que isto dure, vamos sempre nos lembrar. E é assim que funciona. Deixar a vida mostrar como as coisas devem ser. E ir adiante. Capturar em detalhes e ao máximo, cada momento. Numa esquina, ou numa mesa de bar.

4.07.2009

Sobre Ressacas e Promessas que Nunca Serão Cumpridas



Não quero ser repetitivo, mas a vida emocional de qualquer pessoa, é sempre cheia de fases, não é? Vou fazer uma comparação puramente didática, mas que tenho certeza vai servir como carapuça pra muita gente.
Os amigos mais próximos que sempre servem de inspiração pras bobagens que eu escrevo aqui que me perdoem, mas respondam rápido e sem pensar:

Quem nunca jurou parar de beber depois de uma noitada de álcool e um dia seguinte de ressaca, regado a Neosaldina e coca-cola?
Pois é. Todo mundo que se preza, (e que eu conheço) já tomou um porre e jurou que nunca mais ia beber. O problema é que a promessa em questão é esquecida, diga-se de passagem, na maior cara de pau, logo no final de semana seguinte. É assim mesmo que funciona. Eu mesmo já fiz isso... E não foi uma, mas várias vezes. Hehehe!

O mais incrível dessa história, é que a mesmíssima coisa acontece depois que a gente sai de um relacionamento. E meninas, nem adianta torcer o nariz, vocês são campeãs nisso! E os amigos homens, mesmo que em menor freqüência também não estão livres de passar por isso...
Aí a gente escuta:

- “Eu juro que nunca mais volto com o(a) desgraçado(a)!”
- “Agora eu só quero saber mesmo é de curtir!”
- “Se eu voltar a namorar alguém, nunca mais vou fazer isso ou aquilo...”
- “Dessa vez eu juro... Vou gostar mais de mim... Me dar valor...”

E por aí vai!

É tanta promessa, que o Santo ia precisar de uma assessoria pra poder dar conta. Se existisse Procon pro Santo então, aí é que a gente tava fudido. Devendo até as cuecas e calcinhas.

Particularmente, eu sempre fui a favor de guardar, nem que seja um curto período de “viuvez” pós-relacionamento. Uma semaninha ou duas, sabe? Só um tempinho pra poder colocar a cabeça em ordem, e pensar em coisas importantes, como você mesmo, por exemplo. Esse período é importante, até pra não parecer que a coisa chegou no nível do desespero. Não precisa sair chamando urubu de “meu-louro”. Aprenda a ficar um pouco sozinho. Se toca, e deixa de frescura! Ninguém morre nesse período. Lembra daqueles amigos que você esqueceu quando tava “enrolado(a)”? Pois é. Eles ainda vão estar no mesmo lugar e até vão ser capazes até de te perdoar, por tê-los deixado de lado.

Aproveite o que eu convencionei chamar de “entre-safra”, e faça o que o Marketing chama de análise de SWOT. O nome é importado, e lembra alguma coisa feita pra gente comer com bastante catchup (como diriam o Chrystian e o Chambinho. Dois grandes amigos meus.), mas na verdade esse “troço” é bem fácil de entender e pode ser bastante útil pra você.

SWOT é a sigla pra Strength, weakness, opportunity, threats. No bom português: forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Viu como é fácil? Você só precisa se colocar no meio desse processo e de forma sincera, escrever num papel quais são suas reais forças; tudo aquilo que você vê como suas fraquezas; quais as oportunidades que você tem pela frente e de que forma você pode ser ameaçado(a). Projete um objetivo concreto para alcançar e “voilá”: você está pronto(a)!

Fazendo isso, a gente minimiza muito o risco de fazer juras que sabe não vai cumprir, e das quais podemos nos arrepender amargamente. Tudo isso porque deixa de lado um pouco a emoção e pensa de forma um pouco mais racional.

Pra quem ainda não entendeu, você não corre o risco de voltar com o(a) safado(a) do(a) seu(ua) namorado(a), e nem pegar o(a) primeiro(a) cachorro(a) sem-vergonha que aparecer pela frente, se valendo da desculpa de que “está carente”. Pelo amor de Deus! Pegue alguém, porque quer pegar! Volte porque pensou e concluiu que é isso que realmente quer! Não venha com papinho furado pra se enganar e muito menos tentar enganar o coitado do Santo. Afinal, você nunca sabe quando pode precisar dele “dos vera”. Fica a dica.