4.13.2010

O ensaio apológico do beijo


Apesar das referências mais antigas sobre o beijo, datarem de 2.500 a.C. em esculturas nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia, tenho a sensação de que desde que mundo é mundo existe o beijo. Por que? Simples. Beijar é bom que só. Vai dizer que não é?

Beijar é muito mais do que a gente pensa. É usar os nossos sentidos. Todos eles de uma só vez. É ver a pessoa que beijamos, é sentir o seu cheiro, o seu gosto e sentir o toque dos lábios e da língua, sem falar das mãos, da pele...

O beijo é uma manifestação dos nossos sentimentos e revela muita coisa. O calor da paixão, a segurança do amor, a serenidade da afeição, e também a indiferença de uma iminente separação entre duas pessoas.

Nada melhor do que beijar e ser correspondido. Sim, porque beijo de verdade tem interação. Nele, rola uma sintonia, uma química que faz o coração bater um pouco mais rápido e forte, que faz a respiração faltar e é capaz até mesmo de fazer o tempo parar. Um minuto que dura toda a eternidade. Assim é um beijo sincero. Deixa marcas profundas na mente e provoca, de novo, as mesmas sensações quando lembrado.

Durante um beijo, é fundamental deixar fluir. Ouvir as melodias, os compassos que marcam a parte que cabe a cada um dos que se beijam. Como uma dança, como uma sinfonia. Beijo é movimento, é entrega, é doação. Beijar é se desprender, é sair do corpo e ser completamente dominado por uma sensação de "querer mais". É fechar os olhos e ainda assim enxergar. É escutar os sussurros mais sutis da alma alheia e voltar pra casa anestesiado, flutuando, como uma bolha de sabão, livre, leve e solto... ao sabor do vento.

É... deu até vontade de beijar...

Pra mim, ainda falta a pessoa, falta a química...
Ah! Pra você, não!? Então vê se beija logo!
Eu não perderia nem mais um segundo se fosse você.